Com mais de 1.700 processos pautados, TJAM inicia atividades da 32.ª Semana Justiça pela Paz em Casa
Com mais de 1.700 processos pautados, TJAM inicia atividades da 32.ª Semana Justiça pela Paz em Casa
Ação envolve os “Juizados Maria da Penha” que funcionam na capital e também as Varas das comarcas do interior do Amazonas.
O Tribunal de Justiça do Amazonas, por meio dos Juizados Especializados no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (“Juizados Maria da Penha”) e das Varas das comarcas do interior do estado, iniciou nesta segunda-feira (9/3) as atividades da 32.ª edição da “Semana Justiça pela Paz em Casa”. Com mais de 1.700 processos pautados, o período de esforço cocentrado prossegue até sexta-feira (13), com o objetivo de agilizar a tramitação dos processos envolvendo violência doméstica e familiar contra a mulher, assegurando a efetividade da “Lei Maria da Penha”.
Realizada em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e coordenada em âmbito local pelo Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid/TJAM), a Semana também inclui a realização de julgamentos de casos de feminicídio, que são realizados pelo Tribunal do Júri. A realização do evento e o quantitativo de processos em pauta foi anunciado pela desembargadora Maria das Graças Figueiredo, coordenadora da Cevid/TJAM, na último dia 27/2, em solenidade realizada no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis e que reunião representantes de todos os órgãos do Sistema de Justiça local e demais instituições que atuam na Rede de Proteção à Mulher.
Durante essa iniciativa que envolve todos os Tribunais de Justiça do País, também são desenvolvidas atividades conduzidas pelas equipes multidisciplinares dos seis Juizados “Maria da Penha”, com trabalhos voltados à orientação sobre o assunto e sensibilização, vinculadas a projetos institucionais como “Maria Acolhe”, “Maria vai à Escola” e “Maria vai à Comunidade” (leia mais sobre essa programação )
Audiências nos Juizados
O titular do 2.º Juizado Especializado no Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Manaus, juiz Rivaldo Matos Norões Filho, afirmou que a 32.ª Semana Justiça pela Paz em Casa representa um momento muito importante de mobilização do Poder Judiciário no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
“Para esta edição, foram designadas mais de 300 audiências ao longo da semana, o que demonstra o empenho da equipe e o compromisso do Judiciário em assegurar uma resposta mais rápida e efetiva às vítimas. Nosso objetivo é avançar na tramitação dos processos, fortalecer a proteção às mulheres e reafirmar o papel do Judiciário no combate à violência doméstica”, comentou Rivaldo Norões.
O juiz salienta que o esforço concentrado busca dar maior celeridade à tramitação dos processos e reforçar a resposta institucional do sistema de Justiça a esse tipo de demanda. “É preciso dar luz a um tema tão caro e tão importante para nossa sociedade, e a Semana da Justiça pela Paz em Casa representa, além de uma resposta do Poder Judiciário aos casos trazidos a julgamento, uma maior visibilidade ao assunto, como forma de mudarmos uma cultura triste de violência pelo gênero, que nunca coube e não há espaço na sociedade”, disse ele.
No âmbito do 2º Juizado Especializado no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Manaus, o magistrado explica que foi organizada uma estrutura específica para esta semana, contando com a atuação, além do próprio Rivaldo Norões, de mais três juízes – Silvânia Corrêa Ferreira, Áurea Lina Gomes de Araújo e Reyson de Souza e Silva – além da participação de promotores de Justiça, defensores públicos e servidores da unidade, em uma atuação integrada fundamental para garantir a realização do maior número possível de atos processuais.
O juiz Rafael da Rocha Lima, que é titular do 5.º Juizado Especializado no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Manaus, lembrou a semana concentrada de audiências nos seis juizados ocorre tradicionalmente ocorrem nos meses de março, agosto e novembro visando a dar celeridade que esses tipos de ações necessitam. Para esta 32.ª edição o magistrado destaca que estão pautadas 108 audiências na unidade.
“Sou juiz titular, mas estamos com mais colegas, os doutores André Nogueira Borges de Campos e Antônio Itamar Gonzaga, dando apoio nesta semana com duas salas simultâneas. Esse esforço concentrado conta com a Defensoria Pública do Estado, que designou defensores para acompanhar os réus que não têm advogado particular, e estamos com dois promotores em cada sala. A 32ª Semana é muito importante porque, além do fato de acelerar o andamento desses processos dando uma resposta efetiva àquelas vítimas que sofrem os mais diversos tipos de violência, ela também tem um papel educativo diante da visibilidade que é dada, que chega através dos meios de comunicação e da própria Coordenadoria, através da desembargadora Graça Figueiredo, que faz questão de dar essa visibilidade para ter esse caráter educativo e de conscientizar a população de que o Poder Judiciário está atento”, disse ele.
Rafael da Rocha Lima afirmou que o Poder Judiciário está atento aos casos de violência doméstica e busca dar uma resposta efetiva à sociedade.
“Infelizmente os dados não são nada favoráveis, frequentemente visualizamos isso nos noticiários de maneira muito triste essa realidade, que nos atinge. Estamos atentos a essa situação e procuramos dar a maior celeridade possível, lógico, garantindo o contraditório e a ampla defesa ao réu, julgando esses casos com imparcialidade, mas em uma resposta efetiva”, completa o magistrado.
Desde 2015
Criado em 2015 pelo CNJ, o Programa Justiça pela Paz em Casa busca ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha, por meio da concentração de esforços jurisdicionais e da promoção de ações interdisciplinares voltadas à prevenção da violência, à proteção das vítimas e à responsabilização dos agressores.
As semanas ocorrem em março, em alusão ao “Dia Internacional da Mulher”; em agosto, por ocasião do aniversário de sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº. 11.340/2006); e em novembro, marcando o “Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher”, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), celebrado em 25 de novembro.
Paulo André Nunes
Fotos: Raphael Alves
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – TJAM
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