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“Projeto Maria Vai à Escola” – Alunos destacam a importância do papel dos jovens no combate à violência contra a mulher

“Projeto Maria Vai à Escola” – Alunos destacam a importância do papel dos jovens no combate à violência contra a mulher

Atividade realizada pelo TJAM na Escola Estadual Prof.ª Sebastiana Braga integrou a programação da “Semana Justiça pela Paz em Casa”.


“Nosso papel enquanto jovens é importante no combate à violência contra a mulher, e o que aprendemos (na atividade de hoje) nos ajudará a lidar com eventuais situações de violência”. O comentário consciente é da estudante Maria Paula, 17 anos, do 3.º ano do ensino médio, que participou das atividades do “Projeto Maria Vai à Escola”, levado nesta terça-feira (10/3) à Escola Estadual Prof.ª Sebastiana Braga, no bairro Cidade Nova.

A ação na unidade de ensino da zona Norte da capital foi desenvolvida pelas equipes de atendimento multidisciplinar do 3.º e 6.º Juizados Especializados no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, do Tribunal de Justiça do Amazonas, como parte da programação da “32.ª Semana Justiça pela Paz em Casa”.

O “Maria Vai à Escola” tem o objetivo de promover informação na comunidade escolar sobre as formas de violência de gênero contra a mulher e suas consequências, enfatizando os mecanismos de proteção e denúncia.

“Achei bem importante essa palestra porque ela traz informações a quem não sabe como lidar e, denunciar, uma violência, bem como ajudar as mulheres que sofrem com agressões, como se pode denunciar e combater e não ficar em silêncio”, completou Maria Paula.

Ela vai além ao falar que é preciso que os jovens sejam multiplicadores das boas práticas contra a violência doméstica. “Estamos aprendendo aqui na escola e vamos repassando para outras pessoas”, ressaltou a jovem.

A também adolescente Geovana Campos, 17 anos, destaca ser essencial que questões como essa sejam discutidas nas escolas. “Podemos, realmente, ser multiplicadores desse combate à violência, não sendo um ensinamento somente para pessoas daqui da escola, mas também para a família, amigos de fora, etc”, salientou.

Ela completa que muitas mulheres ficam em silêncio, se fecham, ficam machucadas e morrem pelas agressões sofridas. “Hoje nós estamos saindo mais esclarecidas daqui. O que não se pode é concordar com qualquer violência”, disse a estudante.

Meninos na luta

O aluno Ângelo Gustavo, 17, destacou que o trabalhos dos adolescentes deve ser sempre ajudar no combate à violência contra as mulheres.

“É muito gratificante nós como alunos, principalmente adolescentes, acompanharmos esse tipo de palestra, que é uma coisa fundamental. É sobre uma questão que não é falada apenas no contexto do colégio, mas que está em todo o ambiente. E nosso trabalho como homens não é machucar: é ajudar. A palestra falou muito sobre ajudar e lutar contra essa violência. Eu já havia participado de outras palestras que abordaram o tema e gostei bastante desta também”, disse o jovem.

Reflexão

As palestras do “projeto Maria Vai à Escola” na unidade educacional Sebastiana Braga, que funciona na rua Timbiras, no bairro Cidade Nova, foram ministradas pela assistente social Rafaela Ramos e pelas estagiárias do curso de Serviço Social, Kassiane Ribeiro e Emelly Maelen.

Além dos alunos, a atividade foi acompanhada pelo gestor da unidade escolar, Evandro Matos; pela assistente social Carliney Maciel, da Coordenadoria Distrital de Educação 06; e pela pedagoga Carla Silva.

A assistente social Rafaela Ramos comentou que o “Maria Vai à Escola” tem a finalidade de motivar a reflexão por parte dos estudantes no sentido de que entendam a necessidade de combater atitudes características da violência de gênero e, aos poucos, que se possa perceber mudanças na sociedade.

“O objetivo é oferecer uma reflexão junto a esses jovens para que eles consigam entender as raízes dessa violência e o porquê dela acontecer mesmo existindo a Lei Maria da Penha, do porquê de termos índices tão alarmantes de violência, e tantos casos de feminicídio. Isto está relacionado a questões estruturais de desigualdade entre gêneros e ao machismo muito presente. No ‘Maria Vai à Escola’ tentamos trazer essa reflexão a eles, no intuito de que eles entendam, absorvam e, aos poucos, possamos perceber algumas mudanças na forma de ver o mundo, nas relações entre os gêneros, dos estereótipos. É só a partir disso que vamos conseguir ter mudanças mais efetivas no que diz respeito ao enfrentamento da violência contra a mulher”, disse a servidora da equipe multidisciplinar do TJAM.

Rafaela ressalta que os jovens são o futuro. “Estamos vivendo um período muito angustiante, e conseguindo fazer com que eles reflitam sobre isso, podemos conseguir ver mudanças e esses índices tão ruins diminuindo”, afirmou a assistente social.

A ação na rede estadual de ensino conta com o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc/AM), reforçando a importância de parcerias interinstitucionais para o sucesso de iniciativas como essa.

Durante a atividade, os alunos da unidade escolar receberam a cartilha “Perguntas e Respostas sobre Violência Doméstica para Jovens e Adolescentes”. A publicação, de autoria da coordenadora da Cevid e Ouvidora da Mulher do TJAM, desembargadora Maria das Graças Pessôa Figueiredo e coautoria do servidor do TJAM Igor Reis, tem sido importante material de apoio para o trabalho de conscientização do público juvenil sobre a temática e vem sendo distribuída em escolas da capital e do interior do estado.

 

 

 

 

Paulo André Nunes

Fotos: Raphael Alves

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – TJAM

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